Terça-feira, Outubro 25, 2005

For you...


Está bem, desisto,
Ergo a bandeira branca.
Não deveria fugir à verdade.
Sou um simplório...
No que ao Amor diz respeito.
A tua doçura conquista-me.
Não consigo afastar-me do movimento,
Da locomoção que sinto quando estou contigo.
O nosso Amor é quase... platónico.
O meu coração anseia por ti
Quando não estás a meu lado.
Preciso de ti... para viver.
Já passei por bastante,
No passado.
Era como se um jogo de rugby estivesse a ser jogado
Com o meu coração.
Para trás e para a frente, ele era passado,
Quebrando-se mais e mais a cada momento.
Olho para o meu passado,
Perguntando-me como vivi sem ti.
Outros homens, como bestas carnívoras,
Rasgando o meu coração,
Destroçando a minha confiança por alguém.
Mas o teu Amor por mim
Faz-me perceber o que eu estive a perder
Durante tanto tempo.
Quero cantar, gritar ao mundo
Que te Amo, expressar o meu Amor.
Proteges-me das dificuldades que
Outrora tive de enfrentar sozinho?
Cuidas do meu frágil coração?
Ama-me agora,
E nunca me deixes.
Preciso do teu Amor!

Domingo, Outubro 23, 2005

Ler o mesmo livro


É bom saber que é possível e fácil falar com a pessoa amada acerca de assuntos sérios. Sei bem dar o valor a isto porque, em outros tempos que são definitivamente passado, me vi envolvido numa relação em que não o podia fazer.
Mas esqueço o passado e concentro-me no presente, o qual é uma galáxia de vezes mais feliz que o pretérito alguma vez foi. Concentro-me no homem que tenho a meu lado e que me respeita, com quem me sinto em pé de igualdade, tal como todas as relações devem ser.
Languidamente enroscados um no outro, falámos das coisas que são importantes para nós, Amor. E no final da nossa conversa, um sentimento maior sobressaiu: confio realmente em ti! Entrego-te os meus sentimentos mais íntimos e valiosos, porque sei que vais cuidar bem deles. E eu comprometo-me a cuidar dos que me ofereceres em troca. Sim, porque uma relação é uma troca recíproca, são dois a amar e não apenas um.
Sim. Entrego-te tudo o que sou e entrego-me a ti, porque sei que ambos lemos o mesmo livro...

Sábado, Outubro 22, 2005

Quando...


Quando vejo o teu olhar
Vejo um pôr-do-sol
Que ocorre vezes sem conta só para mim.
Quando vejo o teu sorriso
Fico caídinho por ti,
Mas nunca chego realmente a cair, porque tu me agarras sempre.
Quando te ouço a rir
Os céus abrem-se
E os anjos cantam a sua perfeita canção.
Quando ouço a tua voz
Deixo de me questionar
Porque razão estou louco por ti.
Quando te vejo a chegar
A minha mente viaja até lugares que só eu sei
E imagino-te junto a mim, para sempre.
Quando penso em ti
Acredito que sentes como eu
E que pensas em mim antes de adormeceres.
Quando sonho contigo
Vejo-te no meu futuro, a meu lado,
Vivendo juntos a mesma vida.

In Utero


És o meu mais íntimo refúgio...

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Intimidade


Ontem, deitado na tua cama, partilhando contigo esse recanto que é o mais íntimo do teu espaço, compreendi que tenho agora tudo o que preciso para ser feliz na vida.
As lágrimas soltaram-se-me, tal como me acontece tanta vez quando estou feliz. É-me mais fácil chorar de felicidade do que de tristeza... é estranho, mas é verdade. Os momentos de intimidade, de entrega e de dedicação mútuas, mexem realmente com o meu interior, deixam-me sensível e exposto. Nesses momentos, podes saber tudo acerca de mim só com o olhar. Podes entrar nestas janelas da minha alma e tudo o que lá vires é cru, genuíno e sincero.
Completas-me, Amor. Contigo no meu coração, contigo na minha itimidade, vejo finalmente que estou completo, que a plenitude é algo alcançável.
Nada é comparável a estar embrenhado nos teus lençóis e ver-te a entrar na cama e a deitares-te sobre mim, envolvendo-me nos teus braços meigos; a estar enroscado contigo no sofá, ouvindo a música certa e saboreando um iogurte de morango; ou simplesmente a perder-me nos teus olhos iluminados pela luz do luar, enquanto sinto o calor da tua pele. E nada é mais intenso que entregar-me a ti, sentindo-te no mais íntimo dos contactos...
Intimidade...
Intimidade que nos faz crescer, que nos faz chorar de felicidade, que nos faz querer ser unos.
Que me faz saber que és o homem da minha vida.

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Big Grin


Ultimamente, tenho andado com um sorriso semelhante a este no rosto...
O Amor tem destas coisas...

Our Metaphysical Garden


Damos as mãos e contemplamos a nossa criação conjunta.
Ali, no meio do nosso jardim, um jardim de sentimentos, de emoções e de sentidos, beijamo-nos e amamo-nos, certos que somos unos com este espaço metafísico.
Certos de que criámos o mais belo dos jardins.
Certos de que somos o nosso próprio jardim.

Terça-feira, Outubro 18, 2005

Transbordar


Alguma vez se sentiram a transbordar de amor!? Amor que prespira pela pele, que explode a cada batida do coração, que se extravasa por todos os sentidos... É assim que me sinto. Como se todo o meu corpo não fosse suficiente para conter tamanha sensação, a sensação de amar e ser amado. Aposto que se fizesse análises, os valores de AMOR no meu sangue estariam em alta.
E quando nos encontramos neste estado de êxtase, as coisas sem importância e ignoradas começam, subitamente, a fazer absoluto sentido.
Hoje, em casa de uma amiga, fui lavar as mãos à casa de banho e enquanto o fazia, entrei numa das minhas habituais fantasias, desta vez catalizada pela enorme banheira que lá vi.
Já a tinha visto imensas vezes, mas hoje, olhei-a de modo diferente. Olhei-a e vi-me com o meu namorado lá dentro, a desfrutar de um bom banho de espuma. Estamos de frente um para o outro, com os corpos entrelaçados a espreitar pela água perfumada, a qual transborda para fora da banheira. Mas isso não nos incomoda nem nos desvia a atenção um do outro. O mundo à nossa volta é um quadro de serenidade, pintado a tons pastéis e vejo que a nossa felicidade é uma explosão de cores contrastante com o resto do cenário que a minha mente gentilmente me oferece. A imagem mantem-se só por breves instantes, mas é intensamente nítida.
Termino de lavar as mãos e volto de novo pra junto da minha amiga, transbordando amor e felicidade a cada passo que dou, como se tivesse acabado de sair da banheira cheia de água e espuma que eu próprio imaginara e fosse encharcando o chão à medida que ando.
Sim, estou apanhado a esse ponto... E se a visão de uma simples banheira me faz ficar assim, nem imaginam como os iogurtes me deixaram, momentos depois.
Mas essa é outra história...

Segunda-feira, Outubro 17, 2005

Beautiful Love


Far away, I can feel your beating heart
All alone, beneath the crystal stars
Staring into space, what a lonely face
I'll try to find my place with you

What a beautiful smile
Can I stay for a while?
On this beautiful night
We'll make everything right
My beautiful love


Larger than the moon, my love for you
Worlds collide, as heaven pulls us through
The secret of the world is written in the stars
I'm carrying your heart in mine


What a beautiful smile
Can I stay for a while?
On this beautiful night
We'll make everything right
My beautiful love

Maybe a greater thing will happen
Maybe all will see
Maybe our love will catch like fire
As it burns through me


What a beautiful smile
Can I stay for a while?
On this beautiful night
We'll make everything right
My beautiful love


THE AFTERS (Beautiful Love)

Domingo, Outubro 16, 2005

A (Happy) Family Portrait


Mais um encontro familiar. Sou um dos abençoados que possui uma família verdadeiramente unida (a do lado do pai, isto é), ligada por fortes laços, não só sanguíneos, mas de puro amor, amizade, respeito e sinceridade.
Adoro, de facto, estar reunido com a minha família. Sempre adorei e faz-me falta tal sensação.
Mas agora, mais crescido, novas sensações surgem.
De certo modo, sinto-me na margem desta família, que na verdade não me conhece completamente. Tento ser a imagem idealizada que eles têm de mim, quando não o sou. E por vezes, mesmo nos momentos mais felizes, estas sensações assomam à superfície como uma bolha de ar no oceano.
Hoje, enquanto me deliciava com o lanche, senti uma nova sensação. Senti que precisava de ter alguém a meu lado nestes encontros familiares. Senti que precisava que ele estivesse a meu lado, ali, partilhando dessa alegria que caracteriza tais encontros. Por momentos, deixei-me levar neste sonho praticamente utópico.
Imaginei-me sentado a seu lado, durante o almoço, admirando-o enquanto ele falava com os meus familiares. Sei que é extremamente inteligente e que facilmente enceta uma conversa culta sobre qualquer tema. Devido aos últimos acontecimentos, imaginei-o a falar de carros com os meus tios... ou de política. Eles falavam prazeirosamente com ele e sorriam-lhe, e a mim também, pois compreendiam perfeitamente que estavamos os dois felizes. Imaginei-me a tocar-lhe na perna por debaixo da mesa e ele deitar-me um olhar de cumplicidade. Nesse momento, eramos interrompidos por uma das minhas tias que lhe perguntava se queria arroz e lhe estendia a travessa. Ele servia-se, depois, com a gentileza que sei que o caracteriza, servia-me também. Comiamos. Eu sorria-lhe, ele sorria-me e tudo estava tão bem e tão simples...
Saio do súbito sonho com um estúpido sorriso no rosto, no qual (graças a Deus) ninguém repara. E, então, percebo que ele não está ali. Estou sozinho, à margem, ansiando pela utopia. Entrego-me ao bolo de iogurte de ananás que a tia fez, resignado...
Mas em mim, apesar da realidade ser amarga e dura, ficam migalhas desse sonho acordado. Fica a esperança de, um dia, ver este ingénuo cenário realizado.
Ele e eu.
Ele e eu, livres e aceites, a comer arroz e a olhar nos olhos um do outro... em mais um encontro familiar.

Sábado, Outubro 15, 2005

A Tirania Inflexível do Tempo


- O que é, meu amor?
- Ah, como podemos suportá-lo?
- Suportar o quê?
- Isto. Por tão pouco tempo. Como podemos passar este tempo a dormir?
- Podemos estar silenciosos juntos, e fingir - visto ser apenas o início - que dispomos de todo o tempo do mundo.
- E a cada dia teremos menos. E depois nenhum.
- Preferias, então, não ter tido absolutamente nada?
- Não. É para aqui que sempre tenho vindo. Desde que o meu tempo começou. E quando partir daqui, este será o meu ponto central, para onde tudo correu, antes, e de onde tudo correrá. Mas agora, meu amor, estamos aqui, estamos aqui agora, e aqueles outros tempos correm em outro lugar.
A. S. Byatt, Possession

Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Rei


Porque és o meu...

Bliss



From the depths of my emptiness
Comes a feeling of inner bliss
I feel wanted, i feel desired
I can feel my soul on fire
I feel loved
I feel loved

(Depeche Mode)

"A Cor da Chuva" - Uma resposta


Sempre acreditei em sentir e sinto que sempre acreditei. Perco-me neste ciclo vicioso que regula a minha existência e as minhas emoções. Não sou nem nunca fui uma pessoa de crenças, mas sempre cresci absolutamente convicto disto.
Mas a vida ensina-nos lições, faz-nos cair e obriga-nos a erguer logo a seguir, se não queremos ficar para trás ou ser atropelados. A opção que resta é a insensibilidade... Mas eu não consigo conceber uma vida sem alguém, sem sentir algo por alguém, recuso-me a ser insensível.
Houve, no entanto, quedas dadas na minha vida, que me assolaram de dúvidas. "Estarei certo?! Será que é possivel amar neste mundo tão pequeno e tão mesquinho em que vivo!? "
The gratest thing you'll ever know is to love and be loved in return", dizem eles no Moulin Rouge e, esse ponto de vista tão concordante com o meu, faz-me considerar esse filme como um dos filmes da minha vida. "Será que é possível amar e ser amado? Sentir e ser sentido?"
Era nesta súbita dúvida que eu me encontrava no momento em que apareceste.
Surgi de repente na tua vida, pé ante pé, docemente... a tactear... sentindo. E de repente, pé ante pé e docemente, também tu invadiste a minha vida, os meus pensamentos, o meu coração, a minha existência, a qual só já parece fazer sentido contigo. É precipitado, eu sei, mas acredito que sinto e acredito no que sinto e é isto que me vai na alma!
Surgiste, e todas as minhas dúvidas foram levadas com o passado, os "ses" não existem contigo a meu lado.
Acredito e sinto novamente que a melhor coisa que conhecerei nesta vida é amar e ser amado.
Somos dois a sentir e somos dois a acreditar.
E não te preocupes... daqui a uns (longos) anos, não precisarei de te dizer nada. Bastar-me-á olhar-te nos olhos e saberemos.