Terça-feira, Outubro 18, 2005

Transbordar


Alguma vez se sentiram a transbordar de amor!? Amor que prespira pela pele, que explode a cada batida do coração, que se extravasa por todos os sentidos... É assim que me sinto. Como se todo o meu corpo não fosse suficiente para conter tamanha sensação, a sensação de amar e ser amado. Aposto que se fizesse análises, os valores de AMOR no meu sangue estariam em alta.
E quando nos encontramos neste estado de êxtase, as coisas sem importância e ignoradas começam, subitamente, a fazer absoluto sentido.
Hoje, em casa de uma amiga, fui lavar as mãos à casa de banho e enquanto o fazia, entrei numa das minhas habituais fantasias, desta vez catalizada pela enorme banheira que lá vi.
Já a tinha visto imensas vezes, mas hoje, olhei-a de modo diferente. Olhei-a e vi-me com o meu namorado lá dentro, a desfrutar de um bom banho de espuma. Estamos de frente um para o outro, com os corpos entrelaçados a espreitar pela água perfumada, a qual transborda para fora da banheira. Mas isso não nos incomoda nem nos desvia a atenção um do outro. O mundo à nossa volta é um quadro de serenidade, pintado a tons pastéis e vejo que a nossa felicidade é uma explosão de cores contrastante com o resto do cenário que a minha mente gentilmente me oferece. A imagem mantem-se só por breves instantes, mas é intensamente nítida.
Termino de lavar as mãos e volto de novo pra junto da minha amiga, transbordando amor e felicidade a cada passo que dou, como se tivesse acabado de sair da banheira cheia de água e espuma que eu próprio imaginara e fosse encharcando o chão à medida que ando.
Sim, estou apanhado a esse ponto... E se a visão de uma simples banheira me faz ficar assim, nem imaginam como os iogurtes me deixaram, momentos depois.
Mas essa é outra história...