Sexta-feira, Outubro 14, 2005

"A Cor da Chuva" - Uma resposta


Sempre acreditei em sentir e sinto que sempre acreditei. Perco-me neste ciclo vicioso que regula a minha existência e as minhas emoções. Não sou nem nunca fui uma pessoa de crenças, mas sempre cresci absolutamente convicto disto.
Mas a vida ensina-nos lições, faz-nos cair e obriga-nos a erguer logo a seguir, se não queremos ficar para trás ou ser atropelados. A opção que resta é a insensibilidade... Mas eu não consigo conceber uma vida sem alguém, sem sentir algo por alguém, recuso-me a ser insensível.
Houve, no entanto, quedas dadas na minha vida, que me assolaram de dúvidas. "Estarei certo?! Será que é possivel amar neste mundo tão pequeno e tão mesquinho em que vivo!? "
The gratest thing you'll ever know is to love and be loved in return", dizem eles no Moulin Rouge e, esse ponto de vista tão concordante com o meu, faz-me considerar esse filme como um dos filmes da minha vida. "Será que é possível amar e ser amado? Sentir e ser sentido?"
Era nesta súbita dúvida que eu me encontrava no momento em que apareceste.
Surgi de repente na tua vida, pé ante pé, docemente... a tactear... sentindo. E de repente, pé ante pé e docemente, também tu invadiste a minha vida, os meus pensamentos, o meu coração, a minha existência, a qual só já parece fazer sentido contigo. É precipitado, eu sei, mas acredito que sinto e acredito no que sinto e é isto que me vai na alma!
Surgiste, e todas as minhas dúvidas foram levadas com o passado, os "ses" não existem contigo a meu lado.
Acredito e sinto novamente que a melhor coisa que conhecerei nesta vida é amar e ser amado.
Somos dois a sentir e somos dois a acreditar.
E não te preocupes... daqui a uns (longos) anos, não precisarei de te dizer nada. Bastar-me-á olhar-te nos olhos e saberemos.